quarta-feira, 24 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Física - Teste 2 24/11


Ex 61
Dados: L = 90 cm = 0,9 m;  v = 18 m/s; n = 3
fórmula: Fn = n . v / 2.L
Resolução: a) F3 = 3 . 18 / 2 . 0,9 = 30 Hz
           b) duas regiões ventrais é n = 2; F2 = 2 . 18 / 2 . 0,9 = 20 Hz
           c) F = 40 Hz = n . 18 / 2 . 0,9  ==> n = 4

Ex. 68
Dados:  c = 3 x 10^8 m/s;  Vsom = 330 m/s;  F = 100 . 10^6Hz;   Fsom = ?
Fórmula: Fluz / Vluz  =   Fsom / Vsom
Resolução:  1 x 10^8 / 3 x 10^8 = Fsom / 330
            Fsom = 110 Hz

Ex. 73
Dados: N = 120 dB
Fórmula:  N = 10 . log(I/Io)
Resolução: 120 = 10 . log (I/Io)
           12 = log (I/Io)
           10^12 = I/Io  ==> I = 10^12Io

Ex. 74
Dados : Io = 10^-12 W/m²  e Ndor = 120 dB
Fórmula: N = 10 . log (I/Io)
Resolução:  a) Observando o gráfico verifica-se que é de 110 Hz a 1100 Hz
            b) 120 = 10 . log (I/10^-12)
               12 = log (I/10^-12)
               10^12 = I . 10^-12   =>   I = 10^12 . 10^-12  ==> I = 1 W/m²
Ex. 79
Dados: v = 80 km/h = 22,22 m/s;  F = 700 Hz; Vsom = 350 m/s; Fobs=?
Fórmula: Fobs/(Vsom+Vobs) = Ffonte/(Vsom+Vfonte)
Resolução: Fobs/(350+22,22) = 700/(350+0)
           Fobs/(372,22) = 2   ==> Fobs = 744,44 Hz

Geografia - Resumo da prova do dia 25/11

(ESSA É UMA PARTE - ESTUDEM O QUE TEM NO CADERNO TAMBÉM)


Ficou meio ruim aqui no blog, e eu não consigo arrumar. É só copiar e colar no word que melhora. Se alguém não conseguir fazer isso, mande-me um email, fale comigo por orkut, facebook, twitter, etc!

Rio São Francisco: dádiva agredida

     Conhecido pelos indígenas antes da colonização como Opará (que significa rio-mar), o Rio São Francisco, popularmente chamado de Velho Chico, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a cerca de 1.200 metros de altitude, atravessa o estado da Bahia, fazendo a divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas. Por fim, deságua no Oceano Atlântico, na região nordeste do Brasil. Com 2.830 km de extensão, drena uma bacia de 641.000 km². O ciclo natural de cheias e vazantes, altas e baixas, grandes e pequenas, fazia jus ao nome de um rio que tem declividade de apenas 7,4 cm por km (0,8 m/s), na maior parte de sua extensão (entre Pirapora, MG e Juazeiro, BA), devido à falha geológica conhecida por Depressão São-Franciscana.

O sustento de um povo

     Nasce no rico Sudeste, em Minas Gerais e, ao contrário dos outros rios da região, corre para o empobrecido Nordeste, levando água e alimento. É o eixo, o centro, a artéria da vida do povo. Mas dia após dia cresce a degradação ambiental e social do Rio São Francisco e de seus afluentes. Os ribeirinhos lamentam as dificuldades crescentes em tirar das águas seu sustento: peixe escasso, vazantes menos produtivas, bancos de areia, navegação difícil, águas poluídas etc.

     Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra, na Bahia, que fez duas greves de fome em defesa do São Francisco e contra o projeto de transposição, atesta que em um ano de peregrinação, em 1992, das nascentes à foz do Velho Chico, ficou evidente que os principais problemas da bacia são-franciscana são:

1) O desmatamento para as monoculturas e para as carvoarias que compromete os mananciais e provoca o assoreamento;
2) A poluição urbana, industrial, minerária e agrícola;
3) A irrigação, que além dos agrotóxicos, consome água demais;
4) As barragens e hidrelétricas que expulsam comunidades inteiras impedem os ciclos naturais do rio;
5) A pobreza e o abandono da população, a que mais sofre com as consequências desses abusos.

     Para Dom Cappio, o Rio São Francisco é “a mãe e o pai de todo o povo, de onde tiram o peixe para comer, a água para beber e para molhar suas plantações - principalmente em suas ilhas e áreas de vazantes. Mesmo não sendo o maior rio brasileiro em volume d’água, talvez seja o mais importante, porque é a condição de vida da população. Sempre dizemos: Rio São Francisco vivo, povo vivo; Rio São Francisco doente e morto, população doente e morta”.

Sepultado vivo

     Quem vive na beira do rio diz que ele está morrendo. Relatos como esses foram ouvidos, por exemplo, dia 1º de agosto de 2004, na 9ª Romaria da Terra e das Águas de Minas Gerais, em Pirapora e Buritizeiro. Pescadores que pescam na região há 15, 20, 30 ou 35 anos afirmam categoricamente: o Rio São Francisco está morrendo. Nos últimos 40 anos, ele já perdeu cerca de 40% do seu volume de água. Está cada vez mais raso, estreito e assoreado. Uma infinidade de ilhas existentes hoje não existiam no passado. O assoreamento é o resultado de 18 milhões de toneladas de areia e terra carreados anualmente para a calha do rio, até o reservatório de Sobradinho. O rio está sendo sepultado vivo. As matas ciliares acabaram. Os vazanteiros tiveram que migrar para as favelas, pois as cheias quase não existem mais e, por isso, a pesca e a agricultura nas várzeas estão ficando inviáveis.

     Além de um milagre da natureza, o São Francisco é a maior bacia hidrográfica inteiramente brasileira, terceira do país, é um dos símbolos informais da nacionalidade, tido como o rio da unidade nacional, já que serviu de caminho entre o Norte, onde se iniciou o Brasil, e o Sul, onde o Brasil se centralizou.


O rio virou negócio

     Não obstante tanta importância geográfica, histórica, cultural e política, o “ciclo do desenvolvimento”, propagado como modernização e implantado como modernização compulsória e conservadora, iniciado na segunda quadra do século 20, viu no Rio São Francisco, num primeiro momento, apenas fonte de eletricidade. Já são sete usinas hidrelétricas em sua calha, que desalojaram mais de 140 mil pessoas e produzem 10.356 megawatts de energia, comprometendo cerca de 80% de sua vazão.

     A barragem de Sobradinho passou a ser o coração artificial do Velho Chico, e o que ela fez? Expulsou 72 mil ribeirinhos, inundou áreas férteis e artificializou o Baixo São Francisco. Várias outras barragens se anunciam... Depois, ao final da terceira quadra do século 20 acrescentou-se a irrigação de frutas para exportação e, mais recentemente, no limiar do século 21, para os novos negociantes da ecologia, irrigação de agrocombustíveis para exportação e perpetuação do modelo de civilização baseada nos carburantes. E suas águas, límpidas ou barrentas, contaminadas, como em setembro de 2007 por cianobactérias como nunca se viu, passaram a ser consideradas, por aparato legal inclusive (a Lei no 9.433/97)¹, recursos hídricos para todos os usos, inclusive econômicos intensivos em água. A consolidar o negócio da água, o hidronegócio que se junta ao eletro e ao agronegócio, iniciaram-se as obras do Projeto de Transposição ou, no eufemismo oficial, Integração de Bacias do São Francisco com as do Nordeste Setentrional.

     Resultado dessa série de múltiplos, sobrepostos e indisciplinados usos, o Rio São Francisco, do qual dependem os 14 milhões de pessoas que são a população da Bacia, tornou-se um rio condenado, cuja revitalização, trabalho hercúleo de gerações, muito além do atual e pífio Programa de Revitalização do governo federal, dificilmente lhe devolverá a vitalidade e o vigor. Para poder propor ações revitalizadoras consistentes, eficazes e eficientes, por primeiro, é preciso analisar por que o São Francisco precisa de revitalização e quais as principais causas da degradação, da perda da vitalidade, que seriam, forçosamente, as frentes principais da revitalização, fosse para valer essa revitalização.

     Até pouco tempo o rio era navegado sem maiores restrições entre Pirapora e Petrolina/Juazeiro (1.312 km), no médio curso, e entre Piranhas e a foz (208 km), no baixo curso. Hoje só apresenta navegação comercial no trecho compreendido entre os portos de Muquém do São Francisco (Ibotirama), na Bahia, e Petrolina/Juazeiro, na divisa entre Bahia e Pernambuco. Outro sinal alarmante da situação deplorável é a diminuição da sua vazão. Em 2001, o reservatório de Sobradinho chegou a 5% de sua capacidade.

     Em outubro de 2007, aconteceu em proporções inéditas um desastre ecológico decorrente desta poluição e da diminuição da vazão: uma contaminação com algas azuis (cianobactérias) que se proliferaram no Rio das Velhas e no Médio São Francisco, levando a uma enorme mortandade de peixes e à inadequação da água para consumo humano e animal, enquanto não aumentasse o volume com a chegada das chuvas nas cabeceiras. A infestação é efeito de uma alta concentração de emissões de esgotos domésticos e industriais, de agroquímicos e fertilizantes usados nas lavouras, que resultam em uma eutrofização dos cursos d’água. O mais problemático é o Rio das Velhas que coleta a maior parte do esgoto da região metropolitana de Belo Horizonte e que, por isso, é um dos rios mais poluídos da Bacia do São Francisco. Essa contaminação com cianobactérias mostra que em épocas de poucas chuvas o rio não consegue mais diluir os poluentes.

     Enfim, as principais causas de degradação do Rio São Francisco são o avanço descontrolado da agricultura intensiva de irrigação com superexploração dos mananciais, desmatamento do Cerrado, supressão da mata ciliar, produção de carvão vegetal, concentração de terra, barragens e hidrelétricas, mineração, siderurgia e a falta de saneamento básico na bacia. O rio são Francisco recebe alguns apelidos como :
Velho Chico, Rio da Unidade Nacional, Rio dos Currais, Nilo Brasileiro ,Rio das Borboletas e Rio dos Currais  . NILO BRASILEIRO por atravessar o sertão semi-árido do Nordeste;
RIO DA UNIDADE NACIONAL pois seu vale se constitui numa verdadeira estrada de interligação entre o Nordeste açucareiro(Zona da Mata Nordestina) e o Centro Sul minerador (Minas Gerais);
RIO DOS CURRAIS porque, nos primórdios do povoamento, ao longo do vale, havia muitas pousadas para o gado.
VELHO CHICO -Modo carinhoso da população ribeirinha denominar o seu rio.
././././././././.
Com uma extensão de 2.700km o Rio São Francisco nas ce na Serra da Canastra, no Estado de Minas Gerais... corre no sentido sul-norte até perto de Barra, onde passa a rumar para o Nordeste e atinge a cidade de Cabrobó, onde toma o rumo Sudeste até sua embocadura no Oceano Atlântico, em Penedo-Alagoas.
A bacia do São Francisco localiza-se na região Centro-Leste do Brasil, compreendendo uma área de 641.000km2, abrangendo parcialmente 372 Municípios em sete Unidades da Federação, sendo que, 84 da bacia se encontra nos Estados de minas Gerais e Bahia, estando os restantes 16% distribuídos pelos Estados de Pernambuco, alagoas e Sergipe, bem como pequenas parcelas dos Estados de Goiás e Distrito Federal.
No Rio São Francisco estão situados a Represa TRÊS MARIAS, em Minas Gerais e o Parque Nacional de Paulo Afonso, na Bahia, além da barragem de Sobradinho, também na Bahia. Outras Usinas localizadas no Rio São Francisco: ITAPARICA, MOXOTÓ(na Bahia) E XINGÓ(em Sergipe).
O Rio São Francisco é um rio de planalto, portanto, encachoeirado. seu trecho navegável vai de Pirapora (em Minas Gerais) a Juazeiro (na Bahia).
Algumas cidades mais importantes das margens do Rio São Francisco: PIRAPORA e JANUÁRIA (em Minas Gerais); BARRA e JUAZEIRO DA BAHIA (Bahia);  PETROLINA (Pernambuco); PAULO AFONSO (Bahia), PROPRIÁ (Sergipe), e PORTO REAL e PENEDO (Alagoas).
DE ONDE VEM O NOME RIO SÃO FRANCISCO?   O Rio São Francisco foi descoberto por André Gonçalves e Américo Vespúcio em 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, daí sua denominação.
A primeira figura ilustre a visitar o Rio São Francisco foi D. Pedro II, que em 1859 chegou a Piranhas(Alagoas) de navio, e dalí seguiu para Paulo Afonso (Bahia).
Em 1890 o Presidente Deodoro da Fonseca autorizou o uso do potencial hidrelétrico do "Velho Chico" e em 25 de janeiro de 1913 o empresário cearense DELMIRO AUGUSTO DA CRUZ GOUVEIA, num feito pioneiro, instala uma hidrelétrica em Pedra (Pernambuco) com capacidade de geração de 1.500HP, destinada a movimentar sua fábrica de linhas, cujas máquinas importara da Inglaterra.
Durante o governo de Epitácio Pessoa(1919-1922) têm início os estudos para o aproveitamento da cachoeira de Paulo Afonso(Bahia) o que aconteceu em 1921. aliás, a era Epitaciana foi de extrema importância para o aproveitamento hídrico do Nordeste brasileiro.
Em 1943 Apolônio Sales inicia campanha para o aproveitamento hidrelétrico daquela região (Nordeste) compreendendo a construção de uma usina-piloto, que tinha como finalidade auxiliar as obras da usina hidrelétrica propriamente dita. 
No dia 31 de outubro de 1945 o presidente Getúlio Vargas assinava os Decretos nº 8031 e nº 19706 autorizando o Ministério da Agricultura a criar a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), sendo que a primeira Diretoria dessa Empresa foi eleita em 15 de março de 1948, em Assembléia Geral daquela Empresa. 
Em 25 de março de 1949 foram iniciadas as obras de Paulo Afonso, cujo projeto definitivo foi aprovado em julho. Assim, se iniciavam  as extensas obras de  de infra estrutura energéticas no Nordeste.. a CHESF estendeu-se por 1021km, por vários estados da região, em 1956. 
Os benefícios da energia elétrica de Paulo Afonso chegaram a Fortaleza em 1° de dezembro de 1965, através de um ramal de transmissão de 652km de extensão, mercê do empenho do então governador Virgílio Távora.
Com as benesses proporcionadas pela energização de Paulo Afonso, o Nordeste Brasileiro experimentou um surto de crescimento industrial. Isso e o aumento da demanda decorrente do crescimento demográfico e do surgimento de projetos de irrigação, fazia com que outras usinas fossem sendo instaladas no rio São Francisco e noutros rios, como a de Boa Esperança no Rio Parnaíba(Guadalupe-PI),  e se integrassem à de Paulo Afonso, num processo de interligação energética que relacionamos a seguir,  com as respectivas datas e potências:
1) Usina-Piloto - Terminada em Setembro de 1949 - Potência instalada: 2000kw.
2) Paulo Afonso I: Inaugurada em 15 de janeiro de 1955 pelo presidente João Café Filho.Potência Instalada: 180.000 kw.
3) Paulo Afonso II: (1ª Etapa) Inaugurada em janeiro de 1965 pelo presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Potência Instalada: 225.000kw.
4) Paulo Afonso II (2ª Etapa) Inaugurada em março de 1968 pelo presidente Artur da Costa e Silva. Potência instalada: 255.000kw.
5) Boa Esperança (1ªEtapa) Inaugurada em 07 de abril de 1970 pelo presidente Emílio Garrastazu Médice. Potência Instalada: 108.000kw.
6) Paulo Afonso III - Inaugurada em 08 de agosto de 1972 pelo presidente Emílio Gastarrazu Médice. Potência Instalada 864.000kw.
7) Apolônio Sales (Moxotó) - Inaugurada em 28 de maio de 1978 pelo presidente Ernesto Geisel Beckman. Potência instalada: 940.000kw.
8) Sobradinho - Inaugurada em 27 de junho de 1980 pelo presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo. Potência Instalada: 1.050.000kw.
9) Paulo Afonso IV: Inaugurada em 20 de novembro de 1980 pelo presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo. Potência instalada: 2.460.000kw.
10) Luiz Gonzaga (Itaparica) - Inaugurada em 09 de setembro de 1988 pelo presidente José Sarney . Potência instalada: 1.500.000kw.
11) Boa Esperança (2ªEtapa) - Inaugurada em janeiro de 1989 pelo presidente José Sarney. Potência Instalada: 126.000kw.
12) Xingó - Inaugurada em dezembro de 1994 pelo presidente Itamar Augusto Cauiero Franco.

A criação da CHESF é, assim, um marco importante no desenvolvimento da Região Nordeste e no aproveitamento do maior rio nacional, o Rio São Francisco. Este aproveitamento transformou-se no polo gerador de energia para múltiplas finalidades, e as barragens serviram como acumuladores de água para irrigação.
Para planejar e executar a irrigação do vale do Rio São Francisco foi criada a CODEVASF

O alto e baixo curso são os mais favoráveis à obtenção de energia, pois são os trechos de maior declividade. No entanto, na década de 1970, um grande empreendimento surpreendeu pela inviabilidade técnica: a usina de Sobradinho, situada no Estado da Bahia no último trecho plano do rio. Pelas condições naturais em que foi construída, causou um forte impacto ao meio ambiente e graves problemas sociais.
Formou-se em Sobradinho a maior represa artificial brasileira. As suas águas cobriram alguns povoados  e 4 cidades ( Santo Sé, Pilão Arcado, Remanso e Casa nova ) provocando o deslocamento de milhares de pessoas que dependiam do rio para viver.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Português

Portfólio - 22/11 (fazer introdução e conclusão do bimestre)


Excursão para o Museu da Língua Portuguesa
Dia 18/11 , R$35,00 

História

Planejamento do 4º Bimestre
- Independência na América Latina
- Independência dos Estados Unidos
- Revolução Industrial
- Brasil Império
- Movimentos políticos século XIX


12/11/2010 - Prova oral.


22,23 26/11 - Seminários

Física - Planejamento do 4º Bimestre

- Ondas introdução e fenômenos ondulatórios
- Ondas estacionárias
- Ondas sonoras
- Efeito Doppler - Fizeau
- Sons musicais (cordas vibrantes e tubos)

Sociologia - Planejamento do 4º Bimestres

- O que é violência?
- Violência contra o jovem
- Violência contra a mulher
- Violência escolas

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Grupo: Giovanna, Karina, Rafaela e Edielle


Segunda fase do modernismo – Jorge Amado

Na década de 1930, nossa prosa de ficção, com renovada força criadora, nos punha em contato com o Brasil pouco conhecido.
Por meio da obra de autores desponta um Brasil multifacetado, mas com problemas comuns em quase todas as regiões: a miséria, a ignorância, a opressão nas relações de trabalho, as forças atávicas da natureza sobre o homem desprotegido.
Na mesma década, a poesia brasileira vivia um de seus melhores momentos. Tratava-se de um período de maturidade e alargamento das conquistas dos modernistas da primeira geração. Maturidade porque já não havia necessidades de escandalizar os meios culturais acadêmicos. Sem radicalismo e excessos, os poetas sentem-se à vontade tanto para escrever um poema com versos livres quanto para fazer um soneto, sem que significasse voltar ao parnasianismo.

A estética do compromisso
O quadro social, econômico e político do Brasil e do Mundo, como a crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque, Revolução de 30, Estado Novo, Segunda Guerra Mundial, exigia dos artistas e intelectuais, que tomassem uma posição ideológica, que resulta em uma arte engajada, de clara militância política ou de engajamento espiritual.

Caminhos da ficção de 30

A prosa naquele momento rompeu com uma forma tradicional de contar história e abriu caminho para uma nova forma de ler e narrar o cotidiano fazendo isso de uma técnica calcada na linguagem cinematográfica, na sobreposição de planos narrativos, na síntese, na paródia, na mistura de gêneros, etc.
Os romancistas de 30 não pretendiam se manter na linha do experimentalismo estético das correntes de vanguarda, consideravam irreversíveis muitas das conquistas dos primeiros modernistas como: interesse por temas nacionais, linguagem mais brasileira, interesse pela vida cotidiana. O passadismo cultural tão combatido pela semana para eles estava enterrado.
Entretanto, viram-se diante de questões de outra natureza: como dar uma resposta artística ao movimento de fermentação política e ideológica que estavam vivendo? E de que forma o artista, com sua obra, poderia concretamente participar das transformações que então ocorriam na sociedade?
O resultado desses questionamentos foi um romance mais amadurecido, com um enfoque mais direto dos fatos, marcado pelo realismo. Naturalismo do século XIX, e tendo muitas vezes um caráter documental.
Os escritores desse período voltam-se para os problemas de sua realidade imediata, o que ocasiona o surgimento de uma literatura regional, caracterizada pela denuncia social tornou-se um dos temas da literatura desse momento. Primeiramente abordado por José Américo de Almeida, mais tarde passou a ser explorado por muitos outros, cujas obras trazem temas novos.
O regionalismo também se manifesta no sul do país, na ficção histórica e épica. Alguns romances alcançam perfeito equilíbrio entre a abordagem sociológica e a introspecção sociológica.

Jorge Amado: As mil faces da Bahia

As obras da fase inicial da carreira de Jorge Amado são ideologicamente marcadas por idéias socialistas. Em romances como O País do Carnaval, Cacau e Suor, o autor retrata, num tom direto, lírico e participante, a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares. A seca, o cangaço, a exploração do trabalhador rural e urbano, o coronelismo são alguns dos temas abordados.
Tendo a Bahia como espaço social das suas obras, o escritor denuncia o abandono das crianças de rua de Salvador. Na fase final de sua obra, em romances como Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e seus dois maridos e Tieta do Agreste o escritor compõe um rico painel de costume da sociedade baiana em seus aspectos culturais, comportamentais, lingüísticas, religiosos, etc.
Vista no conjunto abuso de clichês e lugares comuns. Contudo Jorge Amado é o escritor  brasileiro que mais conseguiu popularidade entre o grande publico, tendo obras adaptadas inúmeras vezes para a TV e o cinema.
Um de seus romances mais conhecidos foi Tieta do Agreste que retrata um movimento de lirismo da obra, o envolvimento amoroso entre Tieta e seu sobrinho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Resolução dos exercícios - Teste1 4ºBimestre


Ex. 5 
a) T = 2. 1/100 = (1/50) s
b) T = 1/f, portanto f = 50 Hz

Ex. 13

c) fA/fB = 3,5/10,5 = 1/3

Ex. 15

a) A1/A2 = 2/4 = 1/2      e    λ1/λ2 = 8/4 = 2
b) v1 = λ1 . f    então 600 = 8 . f , portanto f = 600/8 mas 
    v2 = λ2 . f, portanto
    v2 = 4 . 600/8 = 600/2 = 300 m/s

Ex. 16
Dados:  f = 50 Hz;  v = 100 m/s;    λ = ?
fórmula: v = λ . f
Resolução: 100 = λ . 50,   portanto λ = 100/50 = 2 m

Ex. 17
Dados: f = 20 Hz ; λ = 17 m;   v =?
Fórmula: v = λ . f
Resolução: V = 17 . 20 = 340 m/s

Ex. 19
Dados:  T = 2 s;  λ = 3 m ; v = ?
Fórmula: V = λ . f,   mas f = 1/T,  então V = λ . 1/T
Resolução: V = 3 . 1/2 = 1,5 m/s

Ex. 21
Dados: 10 gotas durante 20 s,  λ = 20 cm = 0,2m , v = ?
fórmula: F = nº gotas/tempo    e    v = λ . f
Resolução:  f = 10/20 = 0,5 Hz  e  v = 0,2 . 0,5 = 0,1m/s

Ex. 24
Dados: v = 450 m/s ; a) λ = ? (gráfico);  b) f = ?
Fórmulas: λ = 2,25 / nºs de ondas   e  v = λ . f
Resolução: λ = 2,25 / 1,5 = 1,5 m   e  450 = 1,5 . f   portanto
                 f = 450/1,5 =300 Hz

Ex. 27
Dados: L = 2 m;  m = 200 g = 0,2 kg; T = 40 N; v = ?
Fórmula: v = √T/d;  mas d = m/LResolução: d = 0,2/2 = 0,1 Kg/m  e  v = √40/0,1 = √400 = 20 m/s
Ex. 31
Dados: f = 100 . 10^6 Hz ; v = 300.000.000 m/s; λ = ?
Fórmula: v = λ . f
Resolução: 300.000.000 = 100.000.000 . λ, portanto
                  λ = 300.000.000/100.000.000 = 3 m

Ex. 32
Dados: d = 10 m; d = 20.000.000 λ; c = 300.000.000 m/s e f = ?
Fórmula: λ = d/20.000.000    e  v = λ . f
Resolução: 300.000.000 = (10/20.000.000) . f, portanto
                f = 300.000.000/0,000 0005 = 6 x 10^14 Hz

Ex. 43
Dados: f = 100 Hz; Var = 340 m/s; Vágua = 1600 m/s; a) λar = ?; b) N = ?; c) λágua = ?
Fórmulas: V = λ . f       e     Var/λar = Vágua/λágua    N = Vagua/Var
Resolução: a) 340 = λar . 100; portanto λar = 3 m
                 b) N = 1600/340 = 4,7
                 c) 340/3 = 1600/λágua; portanto
                     λágua = 1600/1020 = 1,57 m

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Notícia

Graças ao revolucionário Twitter, achei esta ótima reportagem que fala sobre o 'Bônus Demográfico', e casa com a matéria que discutimos em sala, nas últimas aulas de Geografia.
=D

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/brasil-vive-momento-ideal-para-reformar-previdencia

Arte

Planejamento do 3º Bimestre


- As linguagens da arte
Fotografia e elementos
Cristiano Mascaro e Vik Muniz
Caravaggio e Vik Muniz na releitura de ''Narciso''


- Música
Hermeto Pascoal ''Este meu piano''
Sons convencionais e não convencionais


- Dança
Carlota Albuquerque e Henrique
Análise de Texto


- Teatro
Asdrúbal Trouxe e Trombone -Um projeto artístico de criação coletiva


- Jingles
Da época do rádio até hoje

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Prova de Geografia - 2

POPULAÇÃO MUNDIAL E BRASILEIRA







O estudo da população é fundamental para podermos verificar a realidade quantitativa e qualitativa da mesma. Para governantes em especial, é de fundamental importância pois, permite traçar planos e estratégias de atuação, além de poder desenvolver um planejamento de interesse social.


A população deve ser entendida como um recurso na medida em que representa mão de obra para o mercado de trabalho, soldados para a defesa nacional, dentre outras coisas.


O ramo do conhecimento que estuda a população chama-se Demografia, portanto o profissional da área é o demógrafo.






CONCEITOS DEMOGRÁFICOS






Alguns conceitos demográficos são fundamentais para a análise da população, abaixo iremos elencar alguns:






População absoluta: corresponde a população total de um determinado local.


Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso.


O Brasil está entre os países mais populosos do mundo com uma população superior a 170 milhões de habitantes.






Densidade demográfica ou população relativa: corresponde a média de habitantes por quilômetros quadrados. Podemos obtê-la através da divisão da população absoluta pela área.


Quando a população relativa de um local é numerosa dizemos que esse local é muito povoado.


Apesar da enorme população absoluta, a densidade demográfica do Brasil é baixa não ultrapassando 20 habitantes por quilômetro quadrado.






Superpovoamento: corresponde a um descompasso entre as condições sócio-econômicas da população e à área ocupada. Isso quer dizer que, superpovoamento não depende apenas da densidade demográfica, mas principalmente das condições de vida da população. Alguns países com grande densidade demográfica podem não ser considerados superpovoados, enquanto outros com densidade baixa assim o podem ser classificados.






Recenseamento ou censo: corresponde á coleta periódica de dados estatísticos dos habitantes de um determinado local.


No Brasil os recenseamentos são feitos de 10 em 10 anos, o último foi feito em 2002, pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão estatal. Sua página na Internet é www.ibge.gov.br.






Taxa de natalidade: corresponde a relação entre o número de nascimentos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado em geral é expresso por mil.


N.º de nascimentos X 1000 = taxa de natalidade


População absoluta






A natalidade é ligada a vários fatores como por exemplo qualidade de vida da população, ou ao fato de ser uma população rural ou urbana.


As taxas de natalidade no Brasil caíram muito nos últimos anos, isso se deve em especial ao processo de urbanização que gerou transformações de ordem sócio-econômicas e culturais na população brasileira.






Taxa de mortalidade: corresponde a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.


N.º de óbitos X 1000 = taxa de mortalidade


População absoluta






Assim como a natalidade, a mortalidade está ligada em especial a qualidade de vida da população analisada.


No Brasil, assim como a natalidade a mortalidade caiu, especialmente a partir do processo de industrialização, que trouxe melhorias na assistência médica e sanitária à população, além da urbanização acentuada.






Crescimento vegetativo ou natural: corresponde a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.


C.V. = natalidade - mortalidade.


O crescimento vegetativo corresponde a única forma possível de crescimento ou redução da população mundial, quando analisamos o crescimento de áreas específicas temos que levar em consideração também as migrações.


O crescimento vegetativo brasileiro encontra-se em processo de diminuição, mas já foi muito acentuado, em especial nas décadas de 50 à 70, em virtude especialmente da industrialização.






Taxa de fecundidade: corresponde a média de filhos por mulher na idade de reprodução. Essa idade se inicia aos 15 anos, o que faz com que em países como o Brasil, onde é comum meninas abaixo dessa idade terem filhos, ela possa ficar um pouco distorcida.


Na década de 70 a taxa de fecundidade no Brasil era de 5,8 filhos por mulher, em 1999 esse número caiu para 2,3. Isso reflete a mudança que vem ocorrendo no Brasil em especial com a urbanização e com a entrada da mulher no mercado de trabalho, que tem contribuído com a redução significativa da taxa de natalidade e por conseqüência da taxa de fecundidade.






Taxa de mortalidade infantil: corresponde ao número de crianças de 0 à 1 ano que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas.


No Brasil vem ocorrendo uma redução gradativa dessa taxa, apesar de ela ainda ser muito elevada se comparada a países desenvolvidos, em 1999 ela era de 34,6 por mil ou 3,46%.


As regiões brasileiras apresentam realidades diferentes, o Nordeste apresenta as maiores taxas de mortalidade infantil, sendo em 1999 de 53 por mil ou 5,3%, ou seja acima da média nacional.






Expectativa de vida: corresponde a quantidade de anos que vive em média a população.


Este é um indicador muito utilizado para se verificar o nível de desenvolvimento dos países.


No Brasil a expectativa de vida nas últimas décadas tem se ampliado, em 1999 as mulheres viviam em média 72,3 anos, enquanto os homens 64,6 anos, esse aumento na expectativa também se deve a melhorias na qualidade médico sanitária da população em virtude do processo de urbanização.






CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO






Segundo a teoria da transição demográfica, o crescimento populacional se daria em fases, o período anterior a transição ou pré-transicional, conhecido como regime demográfico tradicional, seria aquele no qual as taxas de natalidade e mortalidade seriam elevadas, fazendo com que o crescimento vegetativo fosse pequeno. A grande ruptura com esse período começa a se dar nos países desenvolvidos com a Revolução industrial, já nos subdesenvolvidos isso ocorre apenas em meados do século XX. O período posterior a transição ou pós-transicional, chamado de regime demográfico moderno, se daria quando as taxas de natalidade e mortalidade baixassem. Devido ao fato de que as taxas de mortalidade caem primeiro que as de natalidade, durante a transição viveria-se um período de intenso crescimento populacional, chamado de explosão demográfica, processo pelo qual passam ainda hoje vários países subdesenvolvidos.


O Brasil já superou a fase de explosão e começa a entrar na fase de estabilização da população, o que faz com que comece a haver um maior equilíbrio na pirâmide etária do país.






TEORIAS DEMOGRÁFICAS






Lei de Malthus ou Malthusianismo


No final do século XVIII, o pastor anglicano Thomas Robert Malthus, laçou sua famosa teoria, segundo a qual a razão para a existência da miséria e das enfermidades sociais, seria o descompasso entre: a capacidade de produção de alimentos, que se daria numa progressão aritmética(1,2,3,4,5), em relação ao crescimento populacional que se daria numa progressão geométrica (1,2,4,8,16).


Malthus chegou a propor que só deveriam Ter filhos aqueles que podessem criar, e que os pobres em decorrência disso deveriam se abster do sexo. Além disso defendia a tese de que o estado não deveria dar assistência a saúde das populações pobres. Para ele, se não acontecessem "obstáculos positivos", como guerras, epidemias , que causassem grande mortandade, o desequilíbrio entre a produção de alimentos e o crescimento populacional, geraria o caos total.


Malthus errou, pois a tecnologia possibilitou um aumento exponencial na produção de alimentos que hoje são produzidos a taxas superiores as do crescimento populacional, além disso, temos verificado uma tendência a estabilização do crescimento populacional nos países desenvolvidos, além de uma desaceleração do crescimento em grande parte dos países subdesenvolvidos, especialmente nas últimas décadas.


Com isso podemos concluir que, se há fome no mundo e no Brasil hoje, isso não se deve a falta de alimentos ou ao excesso de pessoas, mas a má distribuição e destinação dos mesmos.






Neomalthusianismo


No pós 2ª Guerra Mundial, o crescimento populacional acelerado nos países subdesenvolvidos, fez despertarem os adeptos de Malthus chamados de neomalthusianos.


Segundo eles, a pobreza e o subdesenvolvimento seriam gerados pelo grande crescimento populacional, e em virtude disso seriam necessárias drásticas políticas de controle de natalidade, que se dariam através do famoso e bastante difundido, "planejamento familiar". Muitos países subdesenvolvidos adotaram essas políticas anti-natalistas, mas com exceção da China onde a natalidade caiu pela metade em quarenta anos nos outros praticamente não surtiu efeito.


Hoje em dia existem também os chamados ecomalthusianos, que defendem a tese de que o rápido crescimento populacional geraria enorme pressão sobre os recursos naturais, e por conseqüência sérios riscos para o futuro.


No Brasil nunca chegou a acontecer um controle de natalidade rígido por parte do estado nacional, mas a partir da década de 70 o governo brasileiro passou a apoiar programas desenvolvidos por entidades nacionais e estrangeiras como a Fundação Ford, que visavam o controle de natalidade no país.






Reformistas ou marxistas


Diferentemente do que defendem os neomalthusianos, os demógrafos marxistas, consideram que é a própria miséria a responsável pelo acelerado crescimento populacional. E por conta disso, defendem reformas de caráter sócio-econômico que possibilitem a melhoria do padrão de vida das populações dos países subdesenvolvidos, segundo eles isso traria por conseqüência o planejamento familiar espontâneo, e com isso a redução das taxas de natalidade e crescimento vegetativo, como ocorreu em vários países hoje desenvolvidos.






ESTRUTURA DA POPULAÇÃO






Estrutura ocupacional


Com base na estrutura ocupacional a população de um país pode ser dividida em dois grupos:


a) População economicamente ativa (PEA): corresponde as pessoas que trabalham em um dos setores formais da economia ou que estão a procura de emprego. Subdividi-se em, desempregados e população ocupada.


b) População economicamente inativa (PEI) ou população não economicamente ativa (PNEA): corresponde a parcela da população que não está empregada como crianças, velhos, deficientes, estudantes, etc., ou que não exercem atividades remuneradas como donas de casa. Esse camada da sociedade demanda grandes investimentos sociais, e é bancada pela população ativa.






Desemprego e subemprego:


Hoje o maior problema enfrentado pela maioria dos países do mundo é o desemprego, ele é uma realidade não apenas em países subdesenvolvidos mas também, em países altamente desenvolvidos como a Alemanha.


O desemprego se divide em dois tipos fundamentais:


a) Desemprego conjuntural: que é aquele que está ligado a conjunturas de crise econômica, nas quais a oferta de empregos e os postos ocupados diminuem.


b) Desemprego estrutural ou tecnológico: que está ligado a estrutura produtiva, e aos avanços tecnológicos introduzidos na produção, em substituição da mão de obra humana, como o que é gerado pela robótica.


Além do desemprego, é comum hoje a existência dos chamados subempregos, onde o trabalhador além de trabalhar na maioria das vezes em condições precárias, ganha baixíssimos salários e não tem nenhuma garantia legal. Esse tipo de atividade é muito comum hoje em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde o número de subempregados é enorme, e grande parte da população depende do trabalho dessas pessoas.






Trabalho infantil


Além do fato de a juventude ser a maior afetada com o desemprego, existe nos países subdesenvolvidos o problema do trabalho infantil, o qual é gerado por sérios problemas econômicos e sociais enfrentados por esses países, onde crianças precisam trabalhar para ajudar na renda familiar. Muitas vezes as condições de trabalho que se encontram essas crianças é de completa insalubridade. Além disso outros problemas como o abandono dos estudos são gerados em virtude desse tipo de atividade.


No Brasil o número de criança que trabalham é muito grande, isso se deve em especial, pelo fato de grande parte dos chefes de famílias brasileiros, não terem condições de arcar sozinhos com os gastos familiares, o que faz com que milhares de crianças tenham que trabalhar. É muito comum também no Brasil, os adultos se aproveitarem das crianças, fazendo com que elas trabalhem enquanto o próprio adulto não busca o que fazer.






Setores da economia


A economia dos países se divide em 3 setores chamados de formais, pois, contribuem com a arrecadação de impostos, assinam carteira, dentre outras formalidades legais.


São eles os seguintes:


a) Setor primário: que envolve em geral atividades ligadas ao meio rural, como, a agricultura, pecuária, extrativismo vegetal e a pesca.


b) Setor secundário: que envolve as atividades industriais.


c) Setor terciário: que envolve as atividades do comércio, prestação de serviços, funcionalismo público, etc.


È importante ressaltar que o espaço onde se desenvolvem essas atividades não é rígido, ou seja, podemos ter atividades primárias no espaço urbano, como o que ocorre com os cinturões verdes, ou atividades secundárias no espaço rural, como o que ocorre na agroindústria.


Hoje em dia em virtude do grande avanço tecnológico, alguns autores passam a trabalhar com a idéia de um setor quaternário, onde se desenvolveriam as atividades de pesquisa de ponta, envolvendo universidades, centros de pesquisas, etc., esse setor surge em função da Revolução Tecnocientífica em andamento.


No Brasil, e em outros países subdesenvolvidos, se dá a chamada hipertrofia (inchaço) do setor terciário, que por sua vez tem gerado a proliferação de atividades informais.


Esse processo decorre do intenso êxodo rural que gera um inchaço no setor terciário urbano, na medida em que a indústria atual utiliza cada vez menos mão de obra. Fazendo com que muitas pessoas especialmente nos grandes centros do país, tenham que depender de atividades informais, os chamados subempregos, além do que contribui com o aumento da criminalidade, na medida em que muitos trabalhadores passam a desenvolver atividades à margem da lei para poder sustentar suas famílias.






A participação da mulher no mercado de trabalho.


Apesar de crescente, a participação das mulheres no mercado de trabalho não tem significado ainda melhorias das condições de vida, pelo contrário, pesquisas mostram que com o aumento de lares liderados por mulheres, houve uma redução na renda familiar. Isso se deve ao fato de as mulheres em média ganharem salários mais baixos que os homens para desempenharem as mesmas funções. As causas que estão por trás deste fato são por exemplo:


- a herança patriarcal de nossa sociedade;


- o machismo ainda muito forte e presente no nosso dia-a-dia;


- a desvalorização do trabalho doméstico;


- o preconceito que coloca a mulher como sexo frágil.


Além dos menores salários, do preconceito, do machismo, etc., as mulheres ainda tem que enfrentar as jornadas duplas ( trabalho e casa ) ou triplas ( casa, trabalho e estudos ). Também é a mulher a maior vítima da violência doméstica, em geral praticada por maridos violentos.


Mesmo com todas essas dificuldades, as mulheres vem avançando em seus direitos e conseguindo espaços cada vez maiores na nossa sociedade, como por exemplo o fato de a maioria dos universitários brasileiros serem mulheres.






PIRÂMIDE ETÁRIA






Gráfico populacional que leva em consideração a estrutura sexual da população ( homens e mulheres ) e as faixas etárias - 0 à 19 anos jovens, 20 à 59 adultos, e 60 ou + anos idosos.


A estrutura da pirâmide é a seguinte:


- Base: corresponde aos jovens.


- Meio: corresponde aos adultos.


- Topo ou ápice: corresponde aos idosos.






A análise das pirâmides nos permite verificar a situação de desenvolvimento ou subdesenvolvimento dos países.


Exemplo: uma pirâmide de base larga, indica grande crescimento vegetativo; o topo estreito, indica baixa expectativa de vida, o que nos faz concluir que essa seja de um país subdesenvolvido. Por outro lado, uma base mais estreita, indica pequeno crescimento vegetativo; um topo mais largo, indica grande expectativa de vida, o que nos leva a concluir que seja um país desenvolvido.


A análise das pirâmides etárias é de fundamental importância para os estudos de população.


No Brasil, temos verificado uma mudança na pirâmide etária, que tem alargado o topo, e estreitado a base. Essas mudanças decorrem em especial da urbanização do país, que mudou significativamente o modo de vida de grande parte dos brasileiros, principalmente com relação aos filhos, e também garantiu avanços fundamentais a nível médico-sanitário.


Divisão por etnia


Antes da colonização do atual território brasileiro era, segundo estimativas, de dois a cinco milhões de índios.


Desde 1500 até os dias atuais, os índios sofreram intensos genocídios e etnocídio. Em 1999, a população indígena era de aproximadamente 300 mil indivíduos, concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste.


Os restantes 99,8% da população brasileira resultam da imigração forçada de povos africanos e da imigração livre de europeus, americanos e asiáticos, que povoaram o território, cresceram, se miscigenaram.


Quanto as cores ou raças que compõem a população brasileira, 55,24% são brancos e 5,97% são negros. Esses percentuais vem diminuindo rapidamente enquanto o número de pardos tem aumentado.










Dificilmente existe uma nação com tão complexa e variada composição étnica de sua população, no caso do Brasil, a formação populacional advém de basicamente cinco distintas fontes migratórias, são elas:


- os nativos, que se encontravam no território antes da chegada dos portugueses, esses povos eram descendentes de homens que chegaram às Américas através do Estreito de Bering;






- os portugueses, que vieram para o Brasil a fim de explorar as riquezas da colônia;






- os negros africanos, que foram trazidos pelos europeus para trabalhar nos engenhos na produção do açúcar a partir do século XVI;






- a intensa imigração européia no Brasil, sobretudo no sul do país;






- a entrada de imigrantes oriundos de várias origens, especialmente vindos da Ásia e Oriente Médio.






Com base nessas considerações, a população brasileira ficou com a seguinte composição étnica:














Brancos: a grande maioria da população branca tem origem européia (ou são descendentes desses), no período colonial vieram para o Brasil: espanhóis, holandeses, franceses, além de italianos e eslavos. A região sul abriga grande parte dos brancos da população brasileira, pois esses imigrantes ocuparam tal área.










Negros: essa etnia foi forçada a migrar para o Brasil, uma vez que vieram como escravos para atuar primeiramente na produção do açúcar e mais tarde na cultura do café. O Brasil é um dos países que mais utilizou de mão-de-obra escrava no mundo, recebeu aproximadamente 4 milhões de escravos. Hoje, os negros se concentram principalmente em áreas nas quais a exploração foi mais intensa, como é o caso das regiões nordeste e sudeste.


Indígenas: grupo étnico que habitava o território brasileiro antes da chegada dos portugueses, nesse período os índios somavam cinco milhões de pessoas. Os índios foram quase disseminados, restaram somente 350 mil índios, atualmente existem 170 mil na região norte e no centro-oeste 100 mil.






Pardos: etnia formada a partir da junção de três origens: brancos, negros e indígenas, formando três grupos de miscigenação.






Mulatos: correspondem à união entre brancos e negros, esse grupo representa 24% da população e ocorre com maior predominância no nordeste e sudeste.






Caboclos: representa a descendência entre brancos e indígenas, no país respondem por 16% da população nacional, esse grupo se encontra nas áreas mais longínquas do país.






Cafuzos: esse grupo é oriundo da união entre negros e índios, essa etnia é restrita e corresponde a 3% da população, é encontrado com maior freqüência na Amazônia, Centro-Oeste e nordeste.