quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Física - Teste 2 24/11
Ex 61
Dados: L = 90 cm = 0,9 m; v = 18 m/s; n = 3
fórmula: Fn = n . v / 2.L
Resolução: a) F3 = 3 . 18 / 2 . 0,9 = 30 Hz
b) duas regiões ventrais é n = 2; F2 = 2 . 18 / 2 . 0,9 = 20 Hz
c) F = 40 Hz = n . 18 / 2 . 0,9 ==> n = 4
Dados: L = 90 cm = 0,9 m; v = 18 m/s; n = 3
fórmula: Fn = n . v / 2.L
Resolução: a) F3 = 3 . 18 / 2 . 0,9 = 30 Hz
b) duas regiões ventrais é n = 2; F2 = 2 . 18 / 2 . 0,9 = 20 Hz
c) F = 40 Hz = n . 18 / 2 . 0,9 ==> n = 4
Ex. 68
Dados: c = 3 x 10^8 m/s; Vsom = 330 m/s; F = 100 . 10^6Hz; Fsom = ?
Fórmula: Fluz / Vluz = Fsom / Vsom
Resolução: 1 x 10^8 / 3 x 10^8 = Fsom / 330
Fsom = 110 Hz
Ex. 73
Dados: N = 120 dB
Fórmula: N = 10 . log(I/Io)
Resolução: 120 = 10 . log (I/Io)
12 = log (I/Io)
10^12 = I/Io ==> I = 10^12Io
Ex. 74
Dados : Io = 10^-12 W/m² e Ndor = 120 dB
Fórmula: N = 10 . log (I/Io)
Resolução: a) Observando o gráfico verifica-se que é de 110 Hz a 1100 Hz
b) 120 = 10 . log (I/10^-12)
12 = log (I/10^-12)
10^12 = I . 10^-12 => I = 10^12 . 10^-12 ==> I = 1 W/m²
Ex. 79
Dados: v = 80 km/h = 22,22 m/s; F = 700 Hz; Vsom = 350 m/s; Fobs=?
Fórmula: Fobs/(Vsom+Vobs) = Ffonte/(Vsom+Vfonte)
Resolução: Fobs/(350+22,22) = 700/(350+0)
Fobs/(372,22) = 2 ==> Fobs = 744,44 Hz
Dados: v = 80 km/h = 22,22 m/s; F = 700 Hz; Vsom = 350 m/s; Fobs=?
Fórmula: Fobs/(Vsom+Vobs) = Ffonte/(Vsom+Vfonte)
Resolução: Fobs/(350+22,22) = 700/(350+0)
Fobs/(372,22) = 2 ==> Fobs = 744,44 Hz
Geografia - Resumo da prova do dia 25/11
(ESSA É UMA PARTE - ESTUDEM O QUE TEM NO CADERNO TAMBÉM)
Ficou meio ruim aqui no blog, e eu não consigo arrumar. É só copiar e colar no word que melhora. Se alguém não conseguir fazer isso, mande-me um email, fale comigo por orkut, facebook, twitter, etc!
Rio São Francisco: dádiva agredida
Conhecido pelos indígenas antes da colonização como Opará (que significa rio-mar), o Rio São Francisco, popularmente chamado de Velho Chico, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a cerca de 1.200 metros de altitude, atravessa o estado da Bahia, fazendo a divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas. Por fim, deságua no Oceano Atlântico, na região nordeste do Brasil. Com 2.830 km de extensão, drena uma bacia de 641.000 km². O ciclo natural de cheias e vazantes, altas e baixas, grandes e pequenas, fazia jus ao nome de um rio que tem declividade de apenas 7,4 cm por km (0,8 m/s), na maior parte de sua extensão (entre Pirapora, MG e Juazeiro, BA), devido à falha geológica conhecida por Depressão São-Franciscana.
O sustento de um povo
Nasce no rico Sudeste, em Minas Gerais e, ao contrário dos outros rios da região, corre para o empobrecido Nordeste, levando água e alimento. É o eixo, o centro, a artéria da vida do povo. Mas dia após dia cresce a degradação ambiental e social do Rio São Francisco e de seus afluentes. Os ribeirinhos lamentam as dificuldades crescentes em tirar das águas seu sustento: peixe escasso, vazantes menos produtivas, bancos de areia, navegação difícil, águas poluídas etc.
Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra, na Bahia, que fez duas greves de fome em defesa do São Francisco e contra o projeto de transposição, atesta que em um ano de peregrinação, em 1992, das nascentes à foz do Velho Chico, ficou evidente que os principais problemas da bacia são-franciscana são:
1) O desmatamento para as monoculturas e para as carvoarias que compromete os mananciais e provoca o assoreamento;
2) A poluição urbana, industrial, minerária e agrícola;
3) A irrigação, que além dos agrotóxicos, consome água demais;
4) As barragens e hidrelétricas que expulsam comunidades inteiras impedem os ciclos naturais do rio;
5) A pobreza e o abandono da população, a que mais sofre com as consequências desses abusos.
Para Dom Cappio, o Rio São Francisco é “a mãe e o pai de todo o povo, de onde tiram o peixe para comer, a água para beber e para molhar suas plantações - principalmente em suas ilhas e áreas de vazantes. Mesmo não sendo o maior rio brasileiro em volume d’água, talvez seja o mais importante, porque é a condição de vida da população. Sempre dizemos: Rio São Francisco vivo, povo vivo; Rio São Francisco doente e morto, população doente e morta”.
Sepultado vivo
Quem vive na beira do rio diz que ele está morrendo. Relatos como esses foram ouvidos, por exemplo, dia 1º de agosto de 2004, na 9ª Romaria da Terra e das Águas de Minas Gerais, em Pirapora e Buritizeiro. Pescadores que pescam na região há 15, 20, 30 ou 35 anos afirmam categoricamente: o Rio São Francisco está morrendo. Nos últimos 40 anos, ele já perdeu cerca de 40% do seu volume de água. Está cada vez mais raso, estreito e assoreado. Uma infinidade de ilhas existentes hoje não existiam no passado. O assoreamento é o resultado de 18 milhões de toneladas de areia e terra carreados anualmente para a calha do rio, até o reservatório de Sobradinho. O rio está sendo sepultado vivo. As matas ciliares acabaram. Os vazanteiros tiveram que migrar para as favelas, pois as cheias quase não existem mais e, por isso, a pesca e a agricultura nas várzeas estão ficando inviáveis.
Além de um milagre da natureza, o São Francisco é a maior bacia hidrográfica inteiramente brasileira, terceira do país, é um dos símbolos informais da nacionalidade, tido como o rio da unidade nacional, já que serviu de caminho entre o Norte, onde se iniciou o Brasil, e o Sul, onde o Brasil se centralizou.
O rio virou negócio
Não obstante tanta importância geográfica, histórica, cultural e política, o “ciclo do desenvolvimento”, propagado como modernização e implantado como modernização compulsória e conservadora, iniciado na segunda quadra do século 20, viu no Rio São Francisco, num primeiro momento, apenas fonte de eletricidade. Já são sete usinas hidrelétricas em sua calha, que desalojaram mais de 140 mil pessoas e produzem 10.356 megawatts de energia, comprometendo cerca de 80% de sua vazão.
A barragem de Sobradinho passou a ser o coração artificial do Velho Chico, e o que ela fez? Expulsou 72 mil ribeirinhos, inundou áreas férteis e artificializou o Baixo São Francisco. Várias outras barragens se anunciam... Depois, ao final da terceira quadra do século 20 acrescentou-se a irrigação de frutas para exportação e, mais recentemente, no limiar do século 21, para os novos negociantes da ecologia, irrigação de agrocombustíveis para exportação e perpetuação do modelo de civilização baseada nos carburantes. E suas águas, límpidas ou barrentas, contaminadas, como em setembro de 2007 por cianobactérias como nunca se viu, passaram a ser consideradas, por aparato legal inclusive (a Lei no 9.433/97)¹, recursos hídricos para todos os usos, inclusive econômicos intensivos em água. A consolidar o negócio da água, o hidronegócio que se junta ao eletro e ao agronegócio, iniciaram-se as obras do Projeto de Transposição ou, no eufemismo oficial, Integração de Bacias do São Francisco com as do Nordeste Setentrional.
Resultado dessa série de múltiplos, sobrepostos e indisciplinados usos, o Rio São Francisco, do qual dependem os 14 milhões de pessoas que são a população da Bacia, tornou-se um rio condenado, cuja revitalização, trabalho hercúleo de gerações, muito além do atual e pífio Programa de Revitalização do governo federal, dificilmente lhe devolverá a vitalidade e o vigor. Para poder propor ações revitalizadoras consistentes, eficazes e eficientes, por primeiro, é preciso analisar por que o São Francisco precisa de revitalização e quais as principais causas da degradação, da perda da vitalidade, que seriam, forçosamente, as frentes principais da revitalização, fosse para valer essa revitalização.
Até pouco tempo o rio era navegado sem maiores restrições entre Pirapora e Petrolina/Juazeiro (1.312 km), no médio curso, e entre Piranhas e a foz (208 km), no baixo curso. Hoje só apresenta navegação comercial no trecho compreendido entre os portos de Muquém do São Francisco (Ibotirama), na Bahia, e Petrolina/Juazeiro, na divisa entre Bahia e Pernambuco. Outro sinal alarmante da situação deplorável é a diminuição da sua vazão. Em 2001, o reservatório de Sobradinho chegou a 5% de sua capacidade.
Em outubro de 2007, aconteceu em proporções inéditas um desastre ecológico decorrente desta poluição e da diminuição da vazão: uma contaminação com algas azuis (cianobactérias) que se proliferaram no Rio das Velhas e no Médio São Francisco, levando a uma enorme mortandade de peixes e à inadequação da água para consumo humano e animal, enquanto não aumentasse o volume com a chegada das chuvas nas cabeceiras. A infestação é efeito de uma alta concentração de emissões de esgotos domésticos e industriais, de agroquímicos e fertilizantes usados nas lavouras, que resultam em uma eutrofização dos cursos d’água. O mais problemático é o Rio das Velhas que coleta a maior parte do esgoto da região metropolitana de Belo Horizonte e que, por isso, é um dos rios mais poluídos da Bacia do São Francisco. Essa contaminação com cianobactérias mostra que em épocas de poucas chuvas o rio não consegue mais diluir os poluentes.
Enfim, as principais causas de degradação do Rio São Francisco são o avanço descontrolado da agricultura intensiva de irrigação com superexploração dos mananciais, desmatamento do Cerrado, supressão da mata ciliar, produção de carvão vegetal, concentração de terra, barragens e hidrelétricas, mineração, siderurgia e a falta de saneamento básico na bacia. O rio são Francisco recebe alguns apelidos como :
Velho Chico, Rio da Unidade Nacional, Rio dos Currais, Nilo Brasileiro ,Rio das Borboletas e Rio dos Currais . NILO BRASILEIRO por atravessar o sertão semi-árido do Nordeste;
Conhecido pelos indígenas antes da colonização como Opará (que significa rio-mar), o Rio São Francisco, popularmente chamado de Velho Chico, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a cerca de 1.200 metros de altitude, atravessa o estado da Bahia, fazendo a divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas. Por fim, deságua no Oceano Atlântico, na região nordeste do Brasil. Com 2.830 km de extensão, drena uma bacia de 641.000 km². O ciclo natural de cheias e vazantes, altas e baixas, grandes e pequenas, fazia jus ao nome de um rio que tem declividade de apenas 7,4 cm por km (0,8 m/s), na maior parte de sua extensão (entre Pirapora, MG e Juazeiro, BA), devido à falha geológica conhecida por Depressão São-Franciscana.
O sustento de um povo
Nasce no rico Sudeste, em Minas Gerais e, ao contrário dos outros rios da região, corre para o empobrecido Nordeste, levando água e alimento. É o eixo, o centro, a artéria da vida do povo. Mas dia após dia cresce a degradação ambiental e social do Rio São Francisco e de seus afluentes. Os ribeirinhos lamentam as dificuldades crescentes em tirar das águas seu sustento: peixe escasso, vazantes menos produtivas, bancos de areia, navegação difícil, águas poluídas etc.
Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra, na Bahia, que fez duas greves de fome em defesa do São Francisco e contra o projeto de transposição, atesta que em um ano de peregrinação, em 1992, das nascentes à foz do Velho Chico, ficou evidente que os principais problemas da bacia são-franciscana são:
1) O desmatamento para as monoculturas e para as carvoarias que compromete os mananciais e provoca o assoreamento;
2) A poluição urbana, industrial, minerária e agrícola;
3) A irrigação, que além dos agrotóxicos, consome água demais;
4) As barragens e hidrelétricas que expulsam comunidades inteiras impedem os ciclos naturais do rio;
5) A pobreza e o abandono da população, a que mais sofre com as consequências desses abusos.
Para Dom Cappio, o Rio São Francisco é “a mãe e o pai de todo o povo, de onde tiram o peixe para comer, a água para beber e para molhar suas plantações - principalmente em suas ilhas e áreas de vazantes. Mesmo não sendo o maior rio brasileiro em volume d’água, talvez seja o mais importante, porque é a condição de vida da população. Sempre dizemos: Rio São Francisco vivo, povo vivo; Rio São Francisco doente e morto, população doente e morta”.
Sepultado vivo
Quem vive na beira do rio diz que ele está morrendo. Relatos como esses foram ouvidos, por exemplo, dia 1º de agosto de 2004, na 9ª Romaria da Terra e das Águas de Minas Gerais, em Pirapora e Buritizeiro. Pescadores que pescam na região há 15, 20, 30 ou 35 anos afirmam categoricamente: o Rio São Francisco está morrendo. Nos últimos 40 anos, ele já perdeu cerca de 40% do seu volume de água. Está cada vez mais raso, estreito e assoreado. Uma infinidade de ilhas existentes hoje não existiam no passado. O assoreamento é o resultado de 18 milhões de toneladas de areia e terra carreados anualmente para a calha do rio, até o reservatório de Sobradinho. O rio está sendo sepultado vivo. As matas ciliares acabaram. Os vazanteiros tiveram que migrar para as favelas, pois as cheias quase não existem mais e, por isso, a pesca e a agricultura nas várzeas estão ficando inviáveis.
Além de um milagre da natureza, o São Francisco é a maior bacia hidrográfica inteiramente brasileira, terceira do país, é um dos símbolos informais da nacionalidade, tido como o rio da unidade nacional, já que serviu de caminho entre o Norte, onde se iniciou o Brasil, e o Sul, onde o Brasil se centralizou.
O rio virou negócio
Não obstante tanta importância geográfica, histórica, cultural e política, o “ciclo do desenvolvimento”, propagado como modernização e implantado como modernização compulsória e conservadora, iniciado na segunda quadra do século 20, viu no Rio São Francisco, num primeiro momento, apenas fonte de eletricidade. Já são sete usinas hidrelétricas em sua calha, que desalojaram mais de 140 mil pessoas e produzem 10.356 megawatts de energia, comprometendo cerca de 80% de sua vazão.
A barragem de Sobradinho passou a ser o coração artificial do Velho Chico, e o que ela fez? Expulsou 72 mil ribeirinhos, inundou áreas férteis e artificializou o Baixo São Francisco. Várias outras barragens se anunciam... Depois, ao final da terceira quadra do século 20 acrescentou-se a irrigação de frutas para exportação e, mais recentemente, no limiar do século 21, para os novos negociantes da ecologia, irrigação de agrocombustíveis para exportação e perpetuação do modelo de civilização baseada nos carburantes. E suas águas, límpidas ou barrentas, contaminadas, como em setembro de 2007 por cianobactérias como nunca se viu, passaram a ser consideradas, por aparato legal inclusive (a Lei no 9.433/97)¹, recursos hídricos para todos os usos, inclusive econômicos intensivos em água. A consolidar o negócio da água, o hidronegócio que se junta ao eletro e ao agronegócio, iniciaram-se as obras do Projeto de Transposição ou, no eufemismo oficial, Integração de Bacias do São Francisco com as do Nordeste Setentrional.
Resultado dessa série de múltiplos, sobrepostos e indisciplinados usos, o Rio São Francisco, do qual dependem os 14 milhões de pessoas que são a população da Bacia, tornou-se um rio condenado, cuja revitalização, trabalho hercúleo de gerações, muito além do atual e pífio Programa de Revitalização do governo federal, dificilmente lhe devolverá a vitalidade e o vigor. Para poder propor ações revitalizadoras consistentes, eficazes e eficientes, por primeiro, é preciso analisar por que o São Francisco precisa de revitalização e quais as principais causas da degradação, da perda da vitalidade, que seriam, forçosamente, as frentes principais da revitalização, fosse para valer essa revitalização.
Até pouco tempo o rio era navegado sem maiores restrições entre Pirapora e Petrolina/Juazeiro (1.312 km), no médio curso, e entre Piranhas e a foz (208 km), no baixo curso. Hoje só apresenta navegação comercial no trecho compreendido entre os portos de Muquém do São Francisco (Ibotirama), na Bahia, e Petrolina/Juazeiro, na divisa entre Bahia e Pernambuco. Outro sinal alarmante da situação deplorável é a diminuição da sua vazão. Em 2001, o reservatório de Sobradinho chegou a 5% de sua capacidade.
Em outubro de 2007, aconteceu em proporções inéditas um desastre ecológico decorrente desta poluição e da diminuição da vazão: uma contaminação com algas azuis (cianobactérias) que se proliferaram no Rio das Velhas e no Médio São Francisco, levando a uma enorme mortandade de peixes e à inadequação da água para consumo humano e animal, enquanto não aumentasse o volume com a chegada das chuvas nas cabeceiras. A infestação é efeito de uma alta concentração de emissões de esgotos domésticos e industriais, de agroquímicos e fertilizantes usados nas lavouras, que resultam em uma eutrofização dos cursos d’água. O mais problemático é o Rio das Velhas que coleta a maior parte do esgoto da região metropolitana de Belo Horizonte e que, por isso, é um dos rios mais poluídos da Bacia do São Francisco. Essa contaminação com cianobactérias mostra que em épocas de poucas chuvas o rio não consegue mais diluir os poluentes.
Enfim, as principais causas de degradação do Rio São Francisco são o avanço descontrolado da agricultura intensiva de irrigação com superexploração dos mananciais, desmatamento do Cerrado, supressão da mata ciliar, produção de carvão vegetal, concentração de terra, barragens e hidrelétricas, mineração, siderurgia e a falta de saneamento básico na bacia. O rio são Francisco recebe alguns apelidos como :
Velho Chico, Rio da Unidade Nacional, Rio dos Currais, Nilo Brasileiro ,Rio das Borboletas e Rio dos Currais . NILO BRASILEIRO por atravessar o sertão semi-árido do Nordeste;
RIO DA UNIDADE NACIONAL pois seu vale se constitui numa verdadeira estrada de interligação entre o Nordeste açucareiro(Zona da Mata Nordestina) e o Centro Sul minerador (Minas Gerais);
RIO DOS CURRAIS porque, nos primórdios do povoamento, ao longo do vale, havia muitas pousadas para o gado.
VELHO CHICO -Modo carinhoso da população ribeirinha denominar o seu rio.
././././././././.
Com uma extensão de 2.700km o Rio São Francisco nas ce na Serra da Canastra, no Estado de Minas Gerais... corre no sentido sul-norte até perto de Barra, onde passa a rumar para o Nordeste e atinge a cidade de Cabrobó, onde toma o rumo Sudeste até sua embocadura no Oceano Atlântico, em Penedo-Alagoas.
A bacia do São Francisco localiza-se na região Centro-Leste do Brasil, compreendendo uma área de 641.000km2, abrangendo parcialmente 372 Municípios em sete Unidades da Federação, sendo que, 84 da bacia se encontra nos Estados de minas Gerais e Bahia, estando os restantes 16% distribuídos pelos Estados de Pernambuco, alagoas e Sergipe, bem como pequenas parcelas dos Estados de Goiás e Distrito Federal.
No Rio São Francisco estão situados a Represa TRÊS MARIAS, em Minas Gerais e o Parque Nacional de Paulo Afonso, na Bahia, além da barragem de Sobradinho, também na Bahia. Outras Usinas localizadas no Rio São Francisco: ITAPARICA, MOXOTÓ(na Bahia) E XINGÓ(em Sergipe).
O Rio São Francisco é um rio de planalto, portanto, encachoeirado. seu trecho navegável vai de Pirapora (em Minas Gerais) a Juazeiro (na Bahia).
Algumas cidades mais importantes das margens do Rio São Francisco: PIRAPORA e JANUÁRIA (em Minas Gerais); BARRA e JUAZEIRO DA BAHIA (Bahia); PETROLINA (Pernambuco); PAULO AFONSO (Bahia), PROPRIÁ (Sergipe), e PORTO REAL e PENEDO (Alagoas).
DE ONDE VEM O NOME RIO SÃO FRANCISCO? O Rio São Francisco foi descoberto por André Gonçalves e Américo Vespúcio em 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, daí sua denominação.
A primeira figura ilustre a visitar o Rio São Francisco foi D. Pedro II, que em 1859 chegou a Piranhas(Alagoas) de navio, e dalí seguiu para Paulo Afonso (Bahia).
Em 1890 o Presidente Deodoro da Fonseca autorizou o uso do potencial hidrelétrico do "Velho Chico" e em 25 de janeiro de 1913 o empresário cearense DELMIRO AUGUSTO DA CRUZ GOUVEIA, num feito pioneiro, instala uma hidrelétrica em Pedra (Pernambuco) com capacidade de geração de 1.500HP, destinada a movimentar sua fábrica de linhas, cujas máquinas importara da Inglaterra.
Durante o governo de Epitácio Pessoa(1919-1922) têm início os estudos para o aproveitamento da cachoeira de Paulo Afonso(Bahia) o que aconteceu em 1921. aliás, a era Epitaciana foi de extrema importância para o aproveitamento hídrico do Nordeste brasileiro.
Em 1943 Apolônio Sales inicia campanha para o aproveitamento hidrelétrico daquela região (Nordeste) compreendendo a construção de uma usina-piloto, que tinha como finalidade auxiliar as obras da usina hidrelétrica propriamente dita.
No dia 31 de outubro de 1945 o presidente Getúlio Vargas assinava os Decretos nº 8031 e nº 19706 autorizando o Ministério da Agricultura a criar a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), sendo que a primeira Diretoria dessa Empresa foi eleita em 15 de março de 1948, em Assembléia Geral daquela Empresa.
Em 25 de março de 1949 foram iniciadas as obras de Paulo Afonso, cujo projeto definitivo foi aprovado em julho. Assim, se iniciavam as extensas obras de de infra estrutura energéticas no Nordeste.. a CHESF estendeu-se por 1021km, por vários estados da região, em 1956.
Os benefícios da energia elétrica de Paulo Afonso chegaram a Fortaleza em 1° de dezembro de 1965, através de um ramal de transmissão de 652km de extensão, mercê do empenho do então governador Virgílio Távora.
Com as benesses proporcionadas pela energização de Paulo Afonso, o Nordeste Brasileiro experimentou um surto de crescimento industrial. Isso e o aumento da demanda decorrente do crescimento demográfico e do surgimento de projetos de irrigação, fazia com que outras usinas fossem sendo instaladas no rio São Francisco e noutros rios, como a de Boa Esperança no Rio Parnaíba(Guadalupe-PI), e se integrassem à de Paulo Afonso, num processo de interligação energética que relacionamos a seguir, com as respectivas datas e potências:
1) Usina-Piloto - Terminada em Setembro de 1949 - Potência instalada: 2000kw.
2) Paulo Afonso I: Inaugurada em 15 de janeiro de 1955 pelo presidente João Café Filho.Potência Instalada: 180.000 kw.
3) Paulo Afonso II: (1ª Etapa) Inaugurada em janeiro de 1965 pelo presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Potência Instalada: 225.000kw.
4) Paulo Afonso II (2ª Etapa) Inaugurada em março de 1968 pelo presidente Artur da Costa e Silva. Potência instalada: 255.000kw.
5) Boa Esperança (1ªEtapa) Inaugurada em 07 de abril de 1970 pelo presidente Emílio Garrastazu Médice. Potência Instalada: 108.000kw.
6) Paulo Afonso III - Inaugurada em 08 de agosto de 1972 pelo presidente Emílio Gastarrazu Médice. Potência Instalada 864.000kw.
7) Apolônio Sales (Moxotó) - Inaugurada em 28 de maio de 1978 pelo presidente Ernesto Geisel Beckman. Potência instalada: 940.000kw.
8) Sobradinho - Inaugurada em 27 de junho de 1980 pelo presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo. Potência Instalada: 1.050.000kw.
9) Paulo Afonso IV: Inaugurada em 20 de novembro de 1980 pelo presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo. Potência instalada: 2.460.000kw.
10) Luiz Gonzaga (Itaparica) - Inaugurada em 09 de setembro de 1988 pelo presidente José Sarney . Potência instalada: 1.500.000kw.
11) Boa Esperança (2ªEtapa) - Inaugurada em janeiro de 1989 pelo presidente José Sarney. Potência Instalada: 126.000kw.
12) Xingó - Inaugurada em dezembro de 1994 pelo presidente Itamar Augusto Cauiero Franco.
A criação da CHESF é, assim, um marco importante no desenvolvimento da Região Nordeste e no aproveitamento do maior rio nacional, o Rio São Francisco. Este aproveitamento transformou-se no polo gerador de energia para múltiplas finalidades, e as barragens serviram como acumuladores de água para irrigação.
Para planejar e executar a irrigação do vale do Rio São Francisco foi criada a CODEVASF
Formou-se em Sobradinho a maior represa artificial brasileira. As suas águas cobriram alguns povoados e 4 cidades ( Santo Sé, Pilão Arcado, Remanso e Casa nova ) provocando o deslocamento de milhares de pessoas que dependiam do rio para viver.
sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Português
Portfólio - 22/11 (fazer introdução e conclusão do bimestre)
Excursão para o Museu da Língua Portuguesa
Dia 18/11 , R$35,00
Excursão para o Museu da Língua Portuguesa
Dia 18/11 , R$35,00
História
Planejamento do 4º Bimestre
- Independência na América Latina
- Independência dos Estados Unidos
- Revolução Industrial
- Brasil Império
- Movimentos políticos século XIX
12/11/2010 - Prova oral.
22,23 26/11 - Seminários
- Independência na América Latina
- Independência dos Estados Unidos
- Revolução Industrial
- Brasil Império
- Movimentos políticos século XIX
12/11/2010 - Prova oral.
22,23 26/11 - Seminários
Física - Planejamento do 4º Bimestre
- Ondas introdução e fenômenos ondulatórios
- Ondas estacionárias
- Ondas sonoras
- Efeito Doppler - Fizeau
- Sons musicais (cordas vibrantes e tubos)
- Ondas estacionárias
- Ondas sonoras
- Efeito Doppler - Fizeau
- Sons musicais (cordas vibrantes e tubos)
Sociologia - Planejamento do 4º Bimestres
- O que é violência?
- Violência contra o jovem
- Violência contra a mulher
- Violência escolas
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Grupo: Giovanna, Karina, Rafaela e Edielle
Segunda fase do modernismo – Jorge Amado
Na década de 1930, nossa prosa de ficção, com renovada força criadora, nos punha em contato com o Brasil pouco conhecido.
Por meio da obra de autores desponta um Brasil multifacetado, mas com problemas comuns em quase todas as regiões: a miséria, a ignorância, a opressão nas relações de trabalho, as forças atávicas da natureza sobre o homem desprotegido.
Na mesma década, a poesia brasileira vivia um de seus melhores momentos. Tratava-se de um período de maturidade e alargamento das conquistas dos modernistas da primeira geração. Maturidade porque já não havia necessidades de escandalizar os meios culturais acadêmicos. Sem radicalismo e excessos, os poetas sentem-se à vontade tanto para escrever um poema com versos livres quanto para fazer um soneto, sem que significasse voltar ao parnasianismo.
A estética do compromisso
O quadro social, econômico e político do Brasil e do Mundo, como a crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque, Revolução de 30, Estado Novo, Segunda Guerra Mundial, exigia dos artistas e intelectuais, que tomassem uma posição ideológica, que resulta em uma arte engajada, de clara militância política ou de engajamento espiritual.
Caminhos da ficção de 30
A prosa naquele momento rompeu com uma forma tradicional de contar história e abriu caminho para uma nova forma de ler e narrar o cotidiano fazendo isso de uma técnica calcada na linguagem cinematográfica, na sobreposição de planos narrativos, na síntese, na paródia, na mistura de gêneros, etc.
Os romancistas de 30 não pretendiam se manter na linha do experimentalismo estético das correntes de vanguarda, consideravam irreversíveis muitas das conquistas dos primeiros modernistas como: interesse por temas nacionais, linguagem mais brasileira, interesse pela vida cotidiana. O passadismo cultural tão combatido pela semana para eles estava enterrado.
Entretanto, viram-se diante de questões de outra natureza: como dar uma resposta artística ao movimento de fermentação política e ideológica que estavam vivendo? E de que forma o artista, com sua obra, poderia concretamente participar das transformações que então ocorriam na sociedade?
O resultado desses questionamentos foi um romance mais amadurecido, com um enfoque mais direto dos fatos, marcado pelo realismo. Naturalismo do século XIX, e tendo muitas vezes um caráter documental.
Os escritores desse período voltam-se para os problemas de sua realidade imediata, o que ocasiona o surgimento de uma literatura regional, caracterizada pela denuncia social tornou-se um dos temas da literatura desse momento. Primeiramente abordado por José Américo de Almeida, mais tarde passou a ser explorado por muitos outros, cujas obras trazem temas novos.
O regionalismo também se manifesta no sul do país, na ficção histórica e épica. Alguns romances alcançam perfeito equilíbrio entre a abordagem sociológica e a introspecção sociológica.
Jorge Amado: As mil faces da Bahia
As obras da fase inicial da carreira de Jorge Amado são ideologicamente marcadas por idéias socialistas. Em romances como O País do Carnaval, Cacau e Suor, o autor retrata, num tom direto, lírico e participante, a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares. A seca, o cangaço, a exploração do trabalhador rural e urbano, o coronelismo são alguns dos temas abordados.
Tendo a Bahia como espaço social das suas obras, o escritor denuncia o abandono das crianças de rua de Salvador. Na fase final de sua obra, em romances como Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e seus dois maridos e Tieta do Agreste o escritor compõe um rico painel de costume da sociedade baiana em seus aspectos culturais, comportamentais, lingüísticas, religiosos, etc.
Vista no conjunto abuso de clichês e lugares comuns. Contudo Jorge Amado é o escritor brasileiro que mais conseguiu popularidade entre o grande publico, tendo obras adaptadas inúmeras vezes para a TV e o cinema.
Um de seus romances mais conhecidos foi Tieta do Agreste que retrata um movimento de lirismo da obra, o envolvimento amoroso entre Tieta e seu sobrinho.
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